El Presidente de Agronomía, C. Amado da Silva, en su habitual "cantinho" realiza unas más que sorprendentes declaraciones. En ella habla sobre la selección y sobre los clubes. Parece ser que ahora, es fundamental un campeonato ibérico con 3 franquicias portuguesas y 5 españolas. El señor Da Silva siempre es interesante de leer.
UMA EQUIPA ÚNICA, MAS NÃO A ÚNICA EQUIPA
A extraordinária, e muito oportuna, vitória da nossa Selecção perante a Roménia, veio recolocar as coisas no seu devido lugar. Depois de uma derrota caseira, evitável, perante uma Rússia nada deslumbrante, de um excelente empate na Geórgia e de duas vitórias, sem grande brilho, perante as "pobres" Selecções da Alemanha e da Espanha, Portugal está, agora, em excelentes condições para conseguir o apuramento para o Mundial 2011.
Foi uma jornada fantástica. Parabéns!!!
Todavia, correndo o risco de, mais uma vez, poder criar algumas animosidades, não quero, nem por isso, deixar de transmitir o que penso sobre toda esta problemática que envolve, os Clubes, a Selecção e a FPR, as relações entre as partes e, sobretudo, o prejuízo, financeiro e desportivo, dos primeiros apenas compensados, moral e parcialmente, pelos resultados obtidos pela nossa Selecção.
De facto, estes resultados, são o corolário, normal - no meu entender - de uma "equipa", com condições de trabalho excelentes, uma equipa técnica competente e atempadamente ( creio ) bem remunerada, apoios técnicos e administrativos bastantes e com um campo de recrutamento importante, com jogadores de grande qualidade, o que inclusivamente permitiu, à equipa técnica, prescindir de jogadores como os "nossos", António Duarte, Francisco Mira, Vicente, Sacadura, Gustavo, entre outros, ....
Estão criadas condições de trabalho nunca antes conseguidas - e esse é um mérito da FPR... - e é, por isso, legítimo que esperemos os resultados desportivos correspondentes.
O grave é que, com estes resultados, se possam estar a ofuscar os problemas que persistem no rugby nacional, pelo que se exige, agora, que neles nos recentremos, e possamos olhar para além da Selecção, sempre com a ideia presente de que a Selecção é uma equipa única, mas não é a única equipa!
O Rugby português não se confina à Selecção Nacional, não pode dela depender, devendo, pelo contrário, aumentar a competição e a competitividade das suas equipas, com um forte esforço para uma implantação regional e nacional, inexistente, de uma forma graduada e consistente, reconhecendo as actuais acentuadas diferenças, preocupando-se em promover competições, onde todos se possam integrar sem pôr em risco o interesse desportivo a elas inerente.
Não é aceitável que o Campeonato Nacional estivesse parado quase três meses, com todos os custos desportivos e financeiros que recaem sobre os clubes que, sem competição séria, irão disputar os jogos mais decisivos da época em situações de desigualdade, em função do maior ou menor envolvimento de jogadores nos trabalhos da Selecção Nacional.
No meu entender, já "intensamente" expresso nos locais próprios, há que assumir rupturas com este estado de coisas alterando, entre outras coisas, significativamente, o calendário competitivo nacional.
Há princípios que devem ser respeitados, depois do que os calendários - tendo presente os compromissos internacionais - devem ser formalizados e aprovados para toda a época.
A solução passará, no meu entender, por aceitar que, por princípio, não haverá interrupções no Campeonato Nacional e que a FPR deverá optar por assumir a separação das Selecções de Sevens e de Quinze!
A altura é a ideal. Terminou o Campeonato do Mundo de Sevens e vai iniciar-se um novo ciclo, com a eventual possibilidade de uma Competição Olímpica, nesta variante, o que justificará uma preparação específica para o efeito. Não me parece correcto, nem desportivamente interessante, que os mesmos jogadores alternem os sevens com o quinze, até porque há muitos jovens - e outros menos jovens... - valorosos, com aptidões específicas que, sabiamente, os nossos treinadores, com tempo, saberão talhar a preceito.
Não é o que fazem os países mais desenvolvidos ? Têm mais escolha?
Pois têm, mas essa é uma questão transversal.....
Os clubes, grandes, e únicos, fornecedores de jogadores para as Selecções, têm que poder programar a época com tempo, sendo para isso essencial conhecer previamente o calendário desportivo o que, como todos sabemos, nunca acontece!
Tem-se falado, e tenho lido, pensar-se em alterar os modelos competitivos já na próxima época. Como princípio, não aceito alterações que beneficiem ou prejudiquem clubes em função de uma classificação obtida na presente época sem que os mesmos tenham tido conhecimento prévio e, eventualmente, terem tido a possibilidade de se apetrechar em função de objectivos conhecidos!
Diferente situação é proceder-se a um "arranjo" que não prejudicando ninguém, possa mostrar-se mais interessante e adequado aos interesses dos envolvidos.
Sem conhecer, ainda, qualquer proposta oficial - ou mesmo oficiosa -defendo que, já na próxima época, se deverá proceder a alterações que possam efectivamente aumentar a competitividade e o interesse, nomeadamente da Divisão de Honra.
- O campeonato Nacional, começaria no início de Setembro e disputar-se-ia de forma contínua ou, eventualmente, com uma Final Four, com todos contra todos.
- Uma Selecção de Lisboa, disputaria, entretanto, a Challenger Cup
- No final da Campanha internacional (a próxima época é de importância capital!) iniciar-se-ia o Campeonato Ibérico, com três Franquias portuguesas - uma das quais fora de Lisboa - e cinco espanholas.
Com este modelo, haveria um muito maior número de jogadores envolvidos, permitindo a evolução de muitos jovens " tapados " normalmente nos seus clubes.
Evidentemente que apenas me limito a abordar questões que dizem directamente à Divisão de Honra sendo, para mim, muito claro que é imprescindíveis aumentar a competitividade das outras Divisões não excluindo, logo que legalmente possível, um aumento de Cubes da Divisão de Honra, com um " arranjo " diferente, mais envolvente e estimulante. Todavia tal alteração só será vantajosa se, entretanto, as principais equipas nacionais puderem participar em provas internacionais.
O rugby nacional, repito-me, não se pode esconder à sombra dos sucessos da sua Selecção. Como alguns tivemos ocasião de ouvir, recentemente, pela boca de um alto representante da IRB, só se poderá evoluir se as equipas aumentarem a competitividade e essa consegue-se, no imediato, com contactos internacionais a par de uma massificação regional e nacional, por fazer, e sem a qual, não haverá futuro da modalidade.
Desengane-se quem pensar que, Lisboa, pode manter uma tão grande hegemonia no rugby nacional...
Com amizade
C. Amado da Silva
Yoossie estoy contigo y es una cosa que ya hemos hablado el tema de las fechas es un desproposito, hay que ser mas coherente, y tenemos que tener un calendario definido desde el principio y uno de los culpables es la FER, que hasta ultima hora no ha cerrado las competiciones oficiales.
Fermin ya habeis peleado con dos huesos por una lado la FER y por otro los Protugueses, y con los dos os ha ido mal, no obstante yo creo que tienes que arrimarte aunque no te guste y hagas de tripa corazon con la FER, es necesario, teneis que llegar a un punto intermedio, la guerra particular que te estas macando no conduce a nada, Mandado es presidente de la FER y vicepresindente de la FIRA, no hay opcion a una mocion de censura, tiene que acabar su mandato y luego cuado sean las elecciones si vuelve a salir que estareis otros 4 años sin llegar a un acuerdo, tu quieres y amas al Rugby, Robinson quiere apoyar a este deporte en España,pues sientate aunque te pese con Alfonso, Robinson y los presidente de los Clubes pide una ronda de cervezas y me pasas la cuenta.
Saludos
Publicado por: Shelford | marzo 31, 2009 en 09:08 a.m.
Es un crack el tipo. El asunto es que si vienen los del Super 14 y le ponen pasta en lo alto de la mesa el año que viene Agronomía juega el Super 14. No se puede estar en misa y repicando. O sí se puede, pero a costa de tu credibilidad. Lo próximo quién sabe lo que será... O a lo peor, lo que ha sido.
Publicado por: fermin | marzo 30, 2009 en 09:34 p.m.
Pues yo voy a poner una pica en Flandes por él...es la primera vez que este hombre dice cosas con sentido (normalmente es un demagogo con unos aires de grandeza impresionantes). Dice que hay que dividir entre selección de 7 y XV (algo que a mí me parece también fundamental aquí en España), que no se puede basar el aumento del rugby portugués sólo en los éxitos de su selección...sin cuidar la base ni aumentar la misma en toda la geografía portuguesa, y sin cuidar a los clubes. Lo del calendario, lo dice porque a una semana del comienzo de la Divisião de Honra no tenían aún el calendario definitivo. Aparte de que tener 2 meses y medio sin jugar los clubes siempre es malo para los mismos (una copa portuguesa en ese tiempo, por ejemplo)...Lo dicho, es la primera vez que dice algo coherente.
Por cierto, lo de la Selección de Lisboa para la Challenge estaría bien...pero ¿a costa de que plaza? Me temo que sería la invitación a España...Aunque he de decir que tanto la selección española como la portuguesa jugaron esta competición y ni por esas consiguieron pasar la fase de grupos...
Lo de las franquicias...pues sí, no habla en ningún momento de la SIR, y si quiere entrar en la SIR (el único que tenía capacidad financiera para entrar de los portugueses) no puede imponer 5 españoles y 3 portugueses...porque ya hay 6 españoles, así que si quiere 3 portuguesas, perfecto, una liga con 9 equipos descansando un equipo cada jornada...
PD: De todas formas, dado su carácter...no os creais ni un tercio de la mitad de la quinta parte de lo que dice ;-)
Publicado por: yoossie | marzo 30, 2009 en 09:01 p.m.
Leyendo con más detenimiento, el presidente en ningún momento menciona a la SIR. Habla de una competición ibérica de franquicias. A lo mejor, la IRB podría auspiciar este tipo de competición con la colaboración de FPR y FER. Quién sabe, este personaje no da puntada sin hilo.
Publicado por: Talona | marzo 30, 2009 en 06:30 p.m.
Pues supongo que la base es la misma, no quiso la SIR porque no vio bastante pasta y ahora usa la SIR para pillar la pasta de la IRB.
Vaya Crack, para este tio no hay crisis..
Publicado por: rick | marzo 30, 2009 en 06:06 p.m.
Desde luego. El cantinho de esta semana tampoco está mal...Imagino que como presidente de equipo tiene muchas quejas puesto que, por lo que habla, la FPR le tiene la plantilla mermada durante muchos meses. Y claro, la selección está muy bien, pero mis jugadores son mis jugadores. Lo que sí es cierto es que el nivel de clubes portugueses es bastante menor en comparación a su selección. Habrá que ver porque dijo "no" a la SIR y ahora le parece fundamental...
Publicado por: Talona | marzo 30, 2009 en 05:12 p.m.
La verdad que este Presidente es un tipo Curioso y divertido, despues de las perlas que le regalo a Robinson ahora casi exige a la FRP para que el año que viene Protugal tenga tres fanquicias en la SIR, es mas le dice a la FPR en una carte abierta como quiere que inviertan la Pasta que la IRB les va a soltar.
Si me gusta una cosa, los Clubs deben de planificar sus competiciones con tiempo, quizas eso es lo que se puede achacar a la SIR, el tema de las Fechas, pero bueno todo es empezar.
Publicado por: Shelford | marzo 30, 2009 en 04:59 p.m.